Metáfora

Não faz sentido
pôr sentido nas coisas
mesmo quando loucas
ficam e me deixam perdido.

Eu sou um barco,
mas posso ser âncora,
sou o vento,
mas posso ser a cara
da tia Amélia,
quando desaprovava
as minhas travessuras.

O mundo é um ratinho
desprovido de sentimentos,
e eu sou tão livre
que nem a maior das prisões dos homens,
o trabalho, pode me aprisionar.
Eu sou a cama, os poemas e as flores,
sou o sexo, o amor, a amizade,
eu sou o mais, o menos e o igual,
sou o bem, o nada e também o mal.

Eu tenho amigos e amores
e tento ser os dois.
Tento ver nas outras coisas
as mais belas formas de vida,
num tempo, espaço e lugar,
e por mais que tudo
queira ser normal e igual a nada,
eu faço as coisas se tornarem
inimagináveis.

Published in: on quinta-feira, 17 julho, 2008 at 23:28  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. ola…gostei mto deste poema…posso colocar no meu blog?!
    bjs

    • Pode sim


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